Eu fiz teatro em um grupo por 6 anos, e lá, encontrei um ser muito bizarro: o Macaco. Ele era professor jiu-jitsu, tem aquele tanquinho super pra lavar roupa, e parecia super um fofo. Só quando ele quer atacar, devo acrescentar. Já haviamos ficado e talz, e ele tava meio que querendo um remember. Beleza. Só que eu tava muito puta com ele, porque ele me ignorou por um mês! A gente fazia aula junto, todo sábado, e ainda se encontrava nos domingos (até na semana, dependendo da folga de todo mundo) e ele, na maior, num olhava na minha cara.
Para se reconciliar comigo, me convidou para ir assitir uma peça que estaria em cartaz no CEU. Eu super aceitei. No dia seguinte, nos encontramos na Casa de Cultura e seguimos para o CEU. Ele super atencioso comigo. Até que... quando chegamos, qual não foi a surpresa DELE em encontrar metade do nosso grupo por lá. A-DO-RE-I. Me rachei de rir por dentro. Cumprimentei todo mundo, e sentamos para conversar. Aliás, eu e o Macaco, porque um SER resolveu que podia abrir a boca e falar merda.
- Ah gente, vamo sair porque a gente tá sobrando, né?! Olha a DeH e o Macaco...
- Ha ha ha, gente mal amada e invejosa é foda. - falei para o Macaco. Ela escutou.
- Ai, credo DeH, sua grossa.
- Sua enxerida.
Sim eu sou simpática.
Começou a chover. Entramos no bloco perto da porta do anfiteatro, tinha 3 mulheres do grupo por lá e o assunto da vez foi a barriga do Macaco.
- Cara, olha isso! - levantaram a camiseta dele - Mew.. para que tudo isso Macaco?!
A mulherada atacando a barriga dele e eu só rindo.
(Preciso comentar que ele tava muito envergonhado e bem bravo por que eu que tava agitando a mulherada?!)
Abriram a porta do anfiteatro, e eu saí correndo para entrar. Ele não apareceu, então resolveram sentar ao meu lado. Que peeeena. Mas, porém, todavia, contudo! ele apareceu uns 5 minutos depois (tinha ido fumar) e sentou na fileira de trás. Bateu no banco ao lado e olhou pra mim. Como eu tava no meio a fileira, ia demorar para dar a volta. Eu, que sou muuuito fina, pulei a fileira e sentei do lado dele. [ah, sim, vocês devem estar falando: Caramba, isso por que ela estava brava... imagina se ela tivesse gamada nele?! Respira, que alegria de pobre dura pouco]
A peça começou e ele passou o braço por trás dos meus ombros. Eu me esquivei para a ponta da cadeira. Durante a peça, um dos personagens disse algo como 'Esse pessoal de dezesseis anos que não sabe fazer nada...' em relação à costura.
Lóóóóóógico que ele não ia perder a oportunidade de me infernizar (sim eu estava com 16 anos!).
- É né... mas dá pra ensinar, esse é o bom dessa idade.
- Cara, você é podre.
Ele deu uma risadinha e a peça continuou. Em verdade eu não gostei da peça, mas valeu pelo depois. =D
Ele ia me levar em casa (tooodo cavalheiro!). Pegamos o caminho mais cumprido e fomos conversando. Ele fumou o cigarrinho de praxe dele, e passou no boteco para comprar bala pro bafo-de-cinzeiro (eu até suporto, mas sou alérgica).
Chegamos na esquina da minha rua, e devolvi o celular dele que estava comigo porque estava de bolsa. Ele me abraçou e quando veio para me beijar eu...
- Não.
- Não o que?
- Não quero te beijar.
- O que?! Como assim?!
- Ué, não é porque eu aceitei ir ao teatro contigo que eu quero beijar você.
- Mas... eu até comprei a bala para tirar o mau-halito... - ESSA FOI A PIOR FRASE!
- Hm... não. - dei um beijinho no rosto dele. - Tchau Macaco. Até sábado.
Virei as costas e saí toda rebolosa em direção à minha casa. Ainda dei uma olhadinha de rabo-de-olho para trás e vi ele de boca aberta, não acreditando no que eu tinha feito. Ele balançou a cabeça, virou e saiu batendo o pé. Muito puto, pelo que eu percebi.
É, né.. depois dessa eu aprendi a não beijar mais Macacos. Afinal, Beijos não são para Macacos. Bananas são para Macacos.
Bananas para Macacos
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Digerido por .Déa. às 13:49
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