skip to main | skip to sidebar

Sem os I's.

Minha foto
.Déa.
Olha, eu sou uma garota de 21 anos, que faz faculdade de Letras, é atriz e tenta abraçar o mundo com as pernas (!) e que acha que o dia não tem 24 horas, porque fica enchendo os tais com atividades. Eu sou apenas uma garota que lê best sellers pra passar o tempo, que tem uma preguiça gigaaante de ler clássicos como a Odisséia, que chora que nem manteiga quando vê alguma coisa triste, romântica ou quando leva bronca. Eu odeio sentir dor, eu sou grossa, não meço as palavras com algumas pessoas, me estresso muito fácil e não tenho a mínima paciência pra fazer Ioga. Acho que essa sou eu.
Ver meu perfil completo

As I-Déias, pois, enfim!

  • ► 2011 (3)
    • ► maio (1)
    • ► abril (2)
  • ► 2010 (5)
    • ► junho (3)
    • ► abril (2)
  • ▼ 2009 (33)
    • ► dezembro (2)
    • ► setembro (3)
    • ▼ agosto (15)
      • A performance.
      • A-DORO Psicologia.
      • Oi, meu nome é Xúllya e eu sou gay.
      • \NEMRI. -q
      • Blog meio parado. Vida andando a mil.
      • A Prof de Espanhol - que acabou de voltar de Madri...
      • Affe, que saco. Pensar, pensar, pensar. É a única ...
      • Fui conversar com uma amiga que não vejo há anos e...
      • "Oi, vê o meu com alecrim?"
      • Caso de Amor.
      • Nossa, cair da cama é apelido.Durante toda as féri...
      • O Tombo.
      • O Mito de ser Mesário.
      • Pré-disposição ao Exibicionismo.
      • Bolhas de Sal.
    • ► julho (11)
    • ► junho (2)

1ª Campanha de Girino

Você, blogueiro (a), amigo(a), simpatizante e afim que finalmente leu o blog porque a autora insitiu muito, fez pressão psicológica, ameaçou a mãe ou porque errou o endereço do blog e caiu aqui de pára-quedas... Faça uma autora feliz! Comente nas postagens que você leu. Dê opinião, critique, elogie! A autora promete que não morde (pelo menos não se você quiser ;D)!

G.A. - Girinos Agrupados

I-Déias de Girino...

Onde colocar todas aquelas idéias frutíferas ou infrutíferas que a gente tem durante os dias chatos, ou aquela cena de cinema que NUNCA vai acontecer com você ou aconteceu e se você contar, ninguém acredita? E os sentimentos que povoam a gente e, as vezes, nem sabemos nomeá-los? Num blog, é claro.

Bolhas de Sal.

domingo, 2 de agosto de 2009

Um professor meu, na oitava série, me disse um dia - enquanto eu morria pra tentar entender a lógica de desenvolvimento de uma dissertação:

Andie, o seu problema é que todo mundo diz que você está certa.

Oi? Pera, comaçim, quem é ele pra me dizer uma coisa dessas?! Quem ele pensa que é?
Dramática como sou, rasguei a folha da dissertação e joguei fora. Saí da sala de aula bufando. E chorando.

Isso foi tão marcante pra mim que até hoje me sobem as lágrimas com o mesmo gosto: Derrota.

Como atriz (nãovoupraglobobjs), a última coisa que quero ouvir é alguém falando o meu errado. O meu fraco. O que eu não consegui naquele momento. Por isso, me esforçava tanto pra ser perfeita, mesmo sabendo que a palavra Perfeição tá longe do ser humano. E segurei lágrimas por isso.

O vestibular. A Glória da Primeira fase. E o desleixo da Segunda fase. Por que mesmo?
Elogios sobre o meu desempenho e exclamações sobre minha inteligência alimentaram meu ego. As lágrimas apareceram nos rostos de outros, marcando a decepção que eu havia causado.

As aulas de tevê. Minha primeira cena, no começo do ano passado, foi um choque:
- me ver em uma tela de tevê;
- gorda que nem um porco;
- todos os coleguinhas da classe vendo e,
- a professora falando duramente e apontando pra tevê tudo o que eu não fiz.
As lágrimas voltaram, mas dessa vez eu as impedi. Engoli seco e a sensação de uma noz ficar presa na minha garganta veio.
Prometi pra mim que iria fazer a professora me reconhecer como competente, mesmo sendo do Primeiro Módulo.
Ensaiei, ensaiei, decorei as falas, arrumei figurino (uma camisola confortável) e tinha um colega pra olhar nos olhos e me passar um conforto de que eu ia conseguir.
Fui elogiada na tal cena. Suspirei de alívio e a noz sumiu. Dessa vez, guardei o elogio como se fosse um cupom. Quanto mais eu me esforçasse, mais ganharia cupons. Deu certo. Passei pro Segundo Módulo sem grandes problemas e com um enorme orgulho de mim mesma.

Meu ego sempre me trai com relação aos elogios. As aulas de tevê, hoje (indo para o Quarto Módulo) tenho que correr atrás e aumentar a minha nota, deixando de ser mediana. O vestibular? Sei la, esse aí hoje eu tenho orgulho de falar 'Não passei!'. O palco? Depois de ouvir um grito e um incentivo, volto pra ele pra me satisfazer. A crítica? Engoli e pensando bem... 'Larga o orgulho de lado e admite que concordou com ele, sua boba!'

Quando alguém lê alguma coisa minha e se diverte, se emociona ou fica revoltado e quer sair pras ruas e me ajudar a mudar o mundo, isso é gratificante. Muito. Talvez por isso comentários sejam tão importantes pra mim. Odeio ser insignificante. Quero ser marcante. Na vida de todos. Bem ou mal, eu não me importo, mas quero que lembrem-se de mim.

O texto ta confuso, eu sei. As minhas idéias também. Eu fico floreando com as palavras pra tentar mostrar - e impressionar - às pessoas que eu aprendo a cada instante, suspiro, lágrima ou respiração presa e tento digerir tudo olhando o lado Pollyana da vida.

Hoje eu consegui.
Lágrimas de satisfação.

Dedicado a um ariano.

Digerido por .Déa. às 03:19    

2 comentários:

Melanef disse...

Devo admitir que fiquei orgulhoso de ser o ariano em questão =P

E parabens! O texto ficou muito bom, indubitavelmente melhor que o anterior, e com um título tão bom quanto, ou seja, numa escala de zero a dez, daria oito a esse texto, lembrando que um oito deve ser o "excelente" e o nove, "excepcional". Já o dez, é perfeição, mas como você mesma disse, estamos longe da perfeição.

Muito bom tudo isso, Andy, quero dizer, esses são sentimentos tão comuns mas ao mesmo tempo tão pouco exibidos (quero dizer que todos vivemos estes sentimentos mas poucos de nós colocamos eles para fora), e o seu texto obriga a nós (leitores) descemos do salto-alto no qual achamos que vivemos e nos encararmos como seres-humanos semelhantes, já que todos têm este problema do ego inflado, dos elogios que, se mal administrados, acabam sendo um "tiro no pé" e podem colocar em perigo a coisa toda a ser conquistada.

Mais uma vez, parabens. Continue assim.

2 de agosto de 2009 às 10:49  
Lukas Andreozzi disse...

De alguma maneira, a vida sempre nos ensina o que absorver ou não de informações importates sobre as coisas e as pessoas. Existem críticas construtivas quando trabalhamos, estudamos ou simplesmente atuamos em determinadas áreas e existem aqueles que gosta de falar mal, sem nem sequer criou a partir de uma fundamentação teórica. Parabéns, pelo amadurecimento. Passei pelo mesmo tem pouco tempo e aí, que você percebe isso você passa a enxergar pessoas bacanas e gente vazia.

Entenda que você sempre marca a vida das pessoas. Mas quem dá valor, é quem realmente gosta de você. E o melhor, nunca vale a pena ter marcado vida de gente vazia ou que não se adaptou ao seu jeito.

Beijos. :D

2 de agosto de 2009 às 14:27  

Postar um comentário

Postagem mais recente Postagem mais antiga Página inicial
Assinar: Postar comentários (Atom)

Blog Design by Gisele Jaquenod