Harry Potter e Hermione Granger, na época foi como foram chamados.
Ele odiou o apelido.
Ela adorou por querer ser igual a garota.
Ele achava que ela era exibicionista.
Ela achava que ele era retardado.
Eles foram obrigados a se aproximar - como manda a lei mínima da educação.
Ele pensava UAHuahuahuAuUHUhuhu.
Ela pensava Affffeeeee.
Eles se acostumaram à presença um do outro.
Ele ouvia dos outros o quanto ela era falsa e não confiável.
Ela não ouvia nada, apenas se divertia.
Eles fizeram parte do mesmo elenco.
Ele como um caipira mau humorado.
Ela como a dona da festa.
Eles realmente ficaram próximos.
Ele, inventando paródias de músicas bregas.
Ela, ajudando ele a executá-las.
Eles começaram a se encontrar mais de uma vez por semana.
Ele começou a falar demais.
Ela começou a ficar calada.
Eles viram o primeiro projeto a surgir de suas cabecinhas ocas.
Ele achava super intelectual.
Ela achava vazio, por não entender nada de Geografia.
Eles beiravam o casamento, por NÃO se ver apenas uma vez por semana.
Ele ficou louco e depressivo.
Ela não tava nem aí, adorava a presença dele.
Eles não sabiam quando se conheceram que chegariam a dormir juntos. A Passar uns dias de Carnaval juntos. E que surtariam nesses dias, quase sentindo a necessidade de matar um ao outro.
Eles se tornaram tão íntimos, que até para a família, eram namorados. Eles deram o primeiro beijo. E único. Aquilo parecia plástico. E umas boas gargalhadas eram ouvidas dentro do recinto de uma festa de casamento.
Eles eram teimosos, brigavam porque ele era anos 80 e ela querendo ser bicho grilo.
Eles eram populares. E ao mesmo tempo, excluídos.
Eles se aturaram. Eles se odiaram. Eles se ignoraram. E mesmo assim, quando alguém falava mal de um dos dois, eles quebravam o pau com a pessoa. Afinal, só ELES poderiam falar mal um do outro.
Eles pararam de se falar porque a situação de mamulengo dela era intragável pra ele. Eles tiraram umas férias deles mesmos. E sofreram. Tanto que quando voltaram a se ver, nem parecia que tinha se passado seis meses.
Os dois estavam mudados. Bastante mudados. Ele, super fashion e ela, super botequeira.
Ele tinha uma vida afetiva bem agitada, porém atormentada. Ela tinha a vida afetiva quase parada, porém atormentada.
Ele mudou de curso.
Ela entrou na faculdade.
Ele choraminga horrores.
Ela grita apaixonada.
Ele vai assistir Harry Potter com ela.
Ela adora o sacrifício nele.
Ele é o estímulo dela. A tira do tédio e nem percebe. Só pelo telefone, isto é.
Eles agora são faladeiros. Gostam das mesmas coisas, não todas, se não seria mais insuportável do que às vezes é.
Eles têm gramour. Porque fazem cadimia junto.
Têm o mesmo humor negro.
Ele é atirado e hoje foge de relacionamentos - pelo menos aqueles em que ele tem que ser baby sitter.
Ela é desbocada e aprendeu a falar as coisas horrorosas sobre os quase-casos de baby sitter dele que deixam ele boquiaberto.
Eles comemoram dez anos por esses tempos. É... isso é realmente um caso de amor não-declarado.
Caso de Amor.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Digerido por .Déa. às 08:57
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3 comentários:
Podem se passar 10 anos, a vida criar obstáculos, colocar tudo em lugar diferente. Mas não tem jeito, que os 'amebas' agregam mais e mais pessoas a um grande grupo que sabe-se lá Deus aonde vai parar.
Podemos ter os mesmos defeitos, as mesmas qualidades e as mesmas memórias. Mas nada desse mundo pode destruir isso.
Obrigado pelo apoio! :)
Só um amor passar por todas essas transformações e montanhas de problemas e mesmo assim continuar reinando no coração deles, pode até ficar um tempo longe, mas nunca vão deixar de pensar ou ajudar um ao outro com amor e apoio.
Um amor não declarado, mas que qualquer um pode sentir de longe.
http://williammaia89.blogspot.com/
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